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"Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês." 1 Pedro 3:15

O Brasil tem jeito, sim!

Nestes dias de menor patriotismo, o 7 de Setembro, Dia da Independência do Brasil, não é mais celebrado como no passado. Dois meses antes do Grande Dia, os colégios suspendiam as aulas uma ou duas vezes por semana para os ensaios das fanfarras e desfiles. No 7 de Setembro, multidões se aglomeravam de um e outro lado das ruas centrais para assistir aos desfiles. Os alunos usavam uniformes diferentes do de todo dia. O aluno mais bem comportado ou com melhores notas ia à frente do pelotão, portando a bandeira nacional, todo orgulhoso. O povo aplaudia. Era uma festa, uma expressão entusiasta e bonita de amor à Pátria. Foi-se o tempo!

O grito.

Mas vamos lembrar o famoso grito de independência proferido pelo Príncipe Regente D. Pedro I às margens do rio Ipiranga, em 7 de Setembro de 1822: “Independência ou morte!”. Foi muita bravura de sua parte. Estavam em jogo milhares de vidas que, na época, se arriscavam pela independência dos brasileiros. A partir de então o Brasil deixou de ser colônia de Portugal. Tornou-se uma nação livre e soberana! E Deus nos tem abençoado com uma terra imensa, riquíssima, que não tem vulcões, terremotos, furacões, tsunamis, guerras, terrorismo…

Alguns dos nossos problemas.

Entretanto, temos problemas muito graves… As causas são tantas! Geralmente culpamos os Governos ora incompetentes, ora corruptos. Mas os cidadãos de todos os níveis têm sua parcela de culpa. Há preguiça, indolência, irresponsabilidade, incompetência, egoísmo, desonestidade, corrupção, vícios, podridão moral…

Como cristãos, entendemos e cremos que o Brasil precisa, sim, de reformas constitucionais, políticas, tributárias, agrárias, sociais e tantas outras… Mas precisa ainda mais de Deus, de Cristo, da Bíblia, do Evangelho, e de cristãos como aqueles que, no primeiro século, eram de fato, “sal da terra” e “luz do mundo”, gente que faz diferença! (Mt 5.13-16).

A propósito, é uma pena, um desastre mesmo, que o disparado aumento do número de “evangélicos” no país não signifique que o número de cristãos verdadeiros esteja aumentando e impactando positivamente a sociedade. Ao contrário, algumas “igrejas” mais novas, com suas práticas estranhas  e não bíblicas (para dizer o mínimo), estão confundindo, decepcionando ou mesmo escandalizando o povo. Com seu marketing, promessas incondicionais de prosperidade e cura (em troca de ofertas) estão crescendo muito, mas a custo da seriedade teológica, doutrinária, litúrgica, ética e financeira.

As igrejas mais antigas também, salvo exceções, não lembram aquelas igrejas do primeiro século, ou aquelas que, em diferentes períodos da história, avivadas, santificadas, ousadas e comprometidas proclamaram o evangelho no poder do Espírito Santo, e mudaram leis, costumes e países.

Avivamento.

As igrejas brasileiras, independentemente de seus rótulos, precisam de uma nova Reforma, de um avivamento religioso ou espiritual, um retorno à Palavra de Deus, à pureza do evangelho, à prática das boas obras, à santidade de vida, ao exemplo que dá autoridade, que transforma e faz diferença.

Vale lembrar estas palavras ditas pelo próprio Deus ao povo de Israel, no Velho Testamento:

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome se humilhar e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (II Crônicas 7.14).

Sarar a terra, no contexto, significa fazer chover no tempo certo e na medida certa, impedir que os gafanhotos devorem a lavoura, conter as pestes, abençoar, suprir as necessidades do povo.

O Brasil tem jeito!

O Brasil pode ter melhores colheitas, fazer melhores negócios, oferecer mais empregos, melhor educação, mais saúde, mais justiça social; pode e deve punir os corruptos dos palácios e das favelas, conter os vândalos, restringir o tráfico de drogas, a violência e a criminalidade…. É possível – com governantes competentes, honestos, verdadeiramente interessados em servir às cidades, aos Estados e ao país; policiais corajosos e incorruptíveis; cidadãos honestos e trabalhadores; e, sobretudo, com a bênção de Deus! E Deus, claro, usa os cristãos, os verdadeiros, os que, como dissemos, são “sal da terra”“luz do mundo”. São servos seus, a serviço, para salvar, transformar e ajudar!

O Brasil tem jeito, sim! Que nossas igrejas, que todos sejamos parte do processo!

 

Pr. Éber Lenz César (eberlenzcesar@gmail.com)


 

 

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