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"Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês." 1 Pedro 3:15

As sete palavras de Cristo na cruz (III)

III. “Mulher, eis aí teu filho… Eis aí tua mãe” (Jo 19.25-27)

Comove-nos observar que durante as três primeiras horas  de seu sofrimento  na cruz, Jesus não pensou em si mesmo, mas nos outros.

  • A primeira palavra que disse foi uma oração, não por  si próprio, mas por aqueles que o crucificaram: “Pai, perdoa-lhes, porque  não sabem o que fazem.”
  • A segunda foi uma promessa de salvação feita ao malfeitor crucificado ao seu lado: “Em verdade te digo que hoje mesmo estarás comigo no paraíso.”
  • A terceira foi uma expressão de cuidado com sua mãe:

Foi somente nas  horas derradeiras do seu martírio que o Salvador

  • externou sentimentos, primeiro de abandono, depois de triunfo,
  • disse  que tinha sede
  • entregou o espírito ao Pai.

Somos  egoístas por natureza, muito mais quando sofremos. Então, costumamos  não dar qualquer atenção aos outros; pelo contrário, esperamos que nos deem toda a sua atenção. Jesus não. Ele pensou nos outros, e primeiro nos outros, mesmo quando no mais terrível sofrimento.

“Mulher, eis aí teu filho.”

“Vendo  Jesus sua  mãe, e junto a ela  o  discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho” (Jo 19.26).  É curioso observar que a Bíblia não registra uma única ocasião em que Jesus tenha chamado Maria de “mãe” ou “mamãe“. Talvez o tenha feito quando criança e adolescente. Mas não o fez quando adulto, quando cumprindo sua missão de Mestre e Salvador. Então, ele sempre dirigiu-se a Maria chamando-a de “mulher” (Jo  2.4). A Bíblia não diz por que. Talvez quisesse que Maria e os outros discípulos o vissem como Filho de Deus e Salvador, e não como seu filho ou filho de Maria (Mt 12.46-50).

O Bispo Roberto McAlister sugere:

“Por  sua onisciência,  Jesus já previa o culto que haveriam de prestar a Maria. Portanto,  ele não quis contribuir  em  nada  para  este erro…”  (“Sete Dias de Sua Paixão, Sete Palavras de sua  cruz”, Ed. Carisma, l982, p.139).

Contudo, Jesus não deixou de honrar sua mãe. Amou-a de todo o  coração e, mesmo na cruz, dispensou-lhe cuidados filiais.

João, o discípulo amado, o único presente no Calvário, estava ao lado de Maria. Jesus disse, primeiro a Maria: “Eis aí teu  filho”. Depois ao discípulo: “Eis aí tua mãe”.

Maria tinha enviuvado cedo. Jesus, o filho primogênito (Lc  2.7), ainda adolescente, assumiu responsabilidades maiores no lar, passando a administrar a carpintaria do pai, em Nazaré (Mr 6.3). Agora, este mesmo filho, pouco antes de morrer na cruz, provê um novo lar e um novo filho para a mãe querida. Por que não um dos irmãos,  filhos legítimos de Maria? Talvez porque “nem  mesmo os seus irmãos criam nele” (Jo 7.3-5). E de qualquer  modo, eles não estavam ali. Jesus quis confiar sua querida mãe ao “discípulo amado”.

A  terceira  palavra de Cristo na cruz  ensina-nos:

(a)    Os filhos  devem  honrar aos seus pais e prover para  eles  na sua velhice;

(b)    O trabalho espiritual não exime os filhos (nem os pais) de suas responsabilidades familiares.  Jesus  estava salvando o mundo, mas, por assim dizer, fez uma pausa, a fim de prover para sua mâe.

E “…o discípulo a tomou para casa.”

João  correspondeu  à confiança do seu Mestre e Salvador. Naquela mesma hora, tomou a mãe de Jesus e a levou para casa. Ele foi o apóstolo que mais viveu. Deve ter cuidado de Maria até à morte dela.

Ainda  hoje, o Senhor Jesus confia nobres tarefas a seus discípulos. Diz-nos:

  • “Eis aí tua mãe… teu pai…  teus filhos. Cuide deles para mim, em meu nome.”
  • “Eis aí os enfermos… os meninos de rua… os pobres. Ajuda-os em meu nome. Quando o fizeres a eles, a mim o farás” (Mt 25.35-40).
  • “Eis aí teu vizinho…  teu colega… e toda esta gente na rua… Diga-lhes que eu os amo, e que morri  na cruz  por eles, para salvá-los.”

Como João, façamo-lo, prontamente.

 

Leia as outras mensagens desta série:

1. “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.”
2. “Hoje estarás comigo no paraíso.”
4. “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”
5. “Tenho sede!”
6. “Está consumado!”

7. “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”

 
 

Pr. Éber M. Lenz Céesar  (eberlenzcesar@gmail.com)

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