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"Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês." 1 Pedro 3:15

As sete palavras de Cristo na Cruz (VI)

VI. “Está consumado!”

No mesmo texto de João, encontramos a sexta palavra de Cristo na cruz:

“Vendo Jesus que tudo já estava consumado, para se cumprir a Escritura, disse: Tenho sede! Embeberam de vinagre uma esponja e… lha chegaram á boca. Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado” (Jo 19.28-30).

1. Os sofrimentos de Cristo.

Esta  penúltima palavra de Cristo na cruz marcou o  fim dos seus sofrimentos. Estes começaram na manjedoura de um estábulo, em Belém, e culminaram na cruz do Calvário, fora dos muros de Jerusalém. Incluíram: pobreza, perda de entes queridos, trabalho profissional árduo, viagens e, por fim, cansaço, fome, sede, incompreensão, calúnia, maus tratos, ultrajes, rejeição, traição, condenação e principalmente a crucificação.  Portanto, foi com  um  suspiro de alívio e com um forte sentimento de vitória que Cristo bradou na cruz: “Está consumado!”

Os sofrimentos de Cristo na Semana da Paixão foram únicos, pois foram vicários (em nosso lugar) e expiatórios (por nós). Contudo, há um sentido em que nós, cristãos, participamos dos sofrimentos de Cristo.

  • Paulo anelava “ser achado nele… para o conhecer… e a comunhão dos seus sofrimentos” (Fp 3.9,10).
  • O mesmo apóstolo escreveu aos Colossenses: “Agora me regozijo nos meus sofrimentos por vós; e preencho o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a igreja” (Cl 1.24).
  • O apóstolo Pedro escreveu aos cristãos perseguidos: “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos… Alegrai-vos  na medida medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo…  Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o espírito da glória e de Deus” (I Pe 4.12-14).

2. Temos uma missão a consumar!

Esta penúltima palavra de Cristo na cruz

  • lembra-nos que, se perseverarmos e, de bom grado, suportarmos os sofrimentos que a fé, o testemunho e o serviço cristão nos impõem, chegaremos ao fim de nossas vidas aliviados sim, mas  também  e  principalmente com um forte sentimento de vitória.
  • ensina-nos que a Salvação é um fato consumado. Os pecadores não precisam e não podem acrescentar-lhe coisa alguma…   São “justificados  pela fé, independentemente das obras da lei” (Rm 3.24,28).
  • faz-nos pensar em nossa própria missão e encoraja-nos a tudo fazer para consumá-la. Jesus disse aos discípulos: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20.21). Nossa missão precípua no mundo também diz respeito à salvação dos pecadores. Há também os ministérios específicos que devemos cumprir conforme os talentos naturais e dons espirituais que o Senhor nos deu. Tenhamos o ardor do apóstolo Paulo que disse:

“Em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do  Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de  Deus” (At  20.24).

Então, um dia, como ele, poderemos dizer:

“Combati o bom  combate, completei  a carreira, guardei a fé” (II Tm 4.7).

Isto é quase o equivalente ao “Está consumado!” de Jesus.

Leia as outras mensagens desta série:

1. “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.”
2. “Hoje estarás comigo no paraíso.”
3. “Mulher, eis aí teu filho…”
4. “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”
5. “Tenho sede!”
7. “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”
 

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Pr. Éber Lenz César (eberlenzcesar@gmail.com)

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