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"Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês." 1 Pedro 3:15

O Interventor

O Interventor

O Interventor

O Rio está sob intervenção federal. Vamos ver no que vai dar. Oramos por tempos melhores para esta “cidade maravilhosa” que, ultimamente, de maravilhosa tem quase que somente o que Deus criou. Essa intervenção pode ser uma resposta de Deus aos nossos clamores, quaisquer que sejam os motivos em Brasília e por aqui.

A propósito, intervenção divina não é novidade para os teístas, que creem no Deus Criador e Interventor, um Deus que não somente criou o universo, mas o sustenta, intervindo, inclusive, na história humana e na vida das pessoas. Já os deístas creem em Deus, sim, mas um Deus distante, transcendente, que não interfere em nada. O Deus da Bíblia é Interventor! Do Gênesis ao Apocalipse lemos sobre inúmeras intervenções divinas na natureza, na história e na vida das pessoas. Francis Schaeffer, teólogo e filósofo cristão americano, famoso por seu L’Abri ( “O Abrigo”), na Suíça, escreveu um livro com o título “O Deus que intervém”. Sua linha de pensamento é mais filosófica. Meu propósito aqui é destacar algumas das muitas intervenções divinas na história bíblica.

Quando os descendentes dos filhos de Noé, orgulhosamente e em desobediência a Deus, intentaram construir a torre de Babel, Deus interveio, confundiu-lhes a linguagem  e os impediu de continuar; forçou-os à dispersão por ele planejada, dando origem às nações e suas respectivas línguas, nações  Jafetitas (norte),  Semitas (centro), e Camitas (sul). (Gn 10-11).

A história de José é um belo exemplo de intervenção divina mais restrita e pessoal. Deus soberanamente permitiu e usou as ações maldosas dos irmãos de José (que o venderam a negociantes de escravos), e da mulher de Potifar, no Egito (que tentou seduzir Jose e, depois, o acusou injustamente); usou também os sonhos do copeiro e do padeiro do Faraó e do próprio Faraó e, por fim, colocou José no Governo do Egito. Quando seus irmãos o reencontraram, c. de 16 anos mais tarde, José, teísta até a alma, longe de vingar-se do mal que os irmãos lhe haviam feito, disse-lhes:  “Por acaso sou Deus para castigá-los? Vocês pretendiam me fazer o mal, mas Deus planejou tudo para o bem. Colocou-me neste cargo para que eu pudesse salvar a vida de muitos…” (Gn 50.19-21; 45.7-8).

As histórias de Moisés e do Êxodo estão repletas de exemplos: lembre-se do bebê Moisés sendo resgatado das águas do Nilo pela filha do Faraó; da preparação de Moisés na corte egípcia; de seu chamado em Midiã; do êxodo dos hebreus; da abertura do Mar Vermelho e das intervenções divinas no deserto, salvando e conduzindo os hebreus (Israel) até Canaã (livro do Êxodo). Depois, veio a conquista de Canaã, sob o comando de Josué. Aliás, de Deus! Começou com a queda dos muros de Jericó! Som de trombetas e gritaria derrubam grossas muralhas? (Js 6).

Nas histórias dos reis de Israel, vemos outras tantas intervenções divinas. Lembrome do que Deus fez com as nações inimigas de Judá em atendimento à oração de seu rei, Josafá. Quando os Moabitas, os Amonitas e os meunitas, em multidão, declararam guerra contra Josafá, ele orou: “Ó Senhor… tu governas todos os reinos da terra…Não temos forças para lutar contra esse exército imenso… mas esperamos o socorro que vem de ti…”.  Deus lhes enviou um profeta que lhes disse: “Tomem suas posições; depois, fiquem parados e vejam o livramento do Senhor…” Posicionados, cantando e louvando, Josafá e seu povo viram a   intervenção de Deus:  “O Senhor trouxe confusão sobre os exércitos de Amon, Moabe e do monte Seir, e eles começaram a lutar entre si… Quando os homens de Judá chegaram ao local… viram apenas cadáveres. Não escapou nem um só dos inimigos” (2 Cr 20-22).

Quantas outras poderosas intervenções de Deus! A de Jesus foi a mais extraordinária, amorosa e salvadora. “Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho único, para que todo o que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

Você provavelmente tem algumas perguntas… “Por que Deus não interveio para salvar minha mãe, meu pai, meu filho, a despeito de tantas orações? Por que não intervém para acabar com toda essa violência, corrupção etc.? Por que?” Lembre-se de José, por exemplo. Quantas dúvidas durante aqueles anos de escravidão e prisão no Egito!   Deus intervém da forma como quer e quando quer, soberanamente. Ele permitiu que Tiago fosse degolado, mas interveio no meio da noite e tirou Pedro da Prisão (At 12). Confiemos!  “Deus faz que todas as coisas cooperem para o bem daqueles que o amam…” (Rm 8.28).

Para a hora presente do Brasil e do Rio de Janeiro, com ou sem intervenção federal, nossa ousada oração pode ser a do Salmista: 

“Já é tempo, Senhor, para  intervires, pois a tua lei está sendo violada” (Sl 119.126).

Pr. Éber Lenz César

eberlenzcesar@gmail.com

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