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"Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês." 1 Pedro 3:15

Salmos para dias difíceis. I. Dia de aflição

Salmos para dias difíceis. I. Dia de aflição

Série: Salmos para dias difíceis

Quem não tem dias difíceis, dias de aflição, de desolação, de decepção, de desespero, de pecado, por exemplo? Os amigos nem sempre sabem como ajudar. E quem assim está sofrendo geralmente prefere o isolamento. Os Salmos e outras partes da Bíblia narram as experiências de homens e mulheres que vivenciaram dias igualmente difíceis, e compartilharam seus sentimentos e atitudes em tais circunstâncias. Como eles escaparam da tristeza extrema, da depressão, do ressentimento, da raiva, da culpa? 

Vamos examinar alguns destes Salmos e ver o que se pode fazer nos dias difíceis.

I. DIA DE AFLIÇÃO (Salmo 57) 

O cenário deste salmo é uma caverna no deserto. Davi, o autor do salmo, estava ali com alguns homens, fugindo do rei Saul, que o queria matar. Saul fora avisado e estava no seu encalço. Chegou a entrar na caverna, casualmente, mas não notou a presença de Davi e seus homens (I Sm. 24.1-11). A situação era muito perigosa para Davi. Desesperadora mesmo. Mas é num dia assim, de grande aflição, que um homem pode vivenciar sua fé em Deus. E foi exatamente isso que Davi fez.

Para muitas pessoas, aquela caverna teria sido o cenário perfeito para uma crise de melancolia, desespero e pânico. Para Davi, entretanto, foi o lugar ideal para compor um hino de vitória. Se, num sentido figurado, a caverna de Davi é o cenário de sua vida agora, aprenda com ele o que fazer num lugar assim, num dia de aflição.

Ore pedindo ajuda a Deus.

A primeira coisa que Davi fez quando viu Saul à entrada da caverna, foi orar: “Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia… “ (v.1a). Mais à frente, ele disse, certamente aos homens que estavam como ele naquela situação: “Clamarei ao Deus altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa. Ele dos céus me envia o seu auxílio e me livra” (vs.2-3). Davi era um homem muito forte e corajoso. Uma vez, quando ainda apascentava o rebanho de Jessé, seu pai, ele enfrentou sozinho um leão e um urso, e os matou (I Sm 17.34-36); noutra ocasião, usando apenas uma funda, ele enfrentou e matou sozinho, um gigante filisteu que, fortemente armado, afrontava o exército e o Deus de Israel (II Sm 17.41ss). Davi, contudo, sabia que tais vitórias lhe tinham sido dadas por Deus, misericordiosamente. Ele reconhecia suas limitações e é possível que estivesse com medo. Por isso orou, com humildade: “Tem misericórdia de mim, ó Deus…”

Do mesmo modo, quaisquer que sejam as suas experiências passadas, e qualquer que seja seu currículo, nesta nova situação de ameaça, de perigo e aflição, ore, peça a Deus que tenha misericórdia de você e o ajude uma vez mais.

Refugie-se em Deus.

Davi continuou orando, e disse: “… pois em ti a minha alma se refugia; à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades…” (v.1b). Parece que ele olhou acima e a volta e visualizou as paredes escuras e úmidas da caverna como se fossem as asas de Deus a protegê-lo naquela emergência. Refugiou-se em Deus, abrigando-se sob suas “asas”. E sentiu-se bem.

Se você está no fundo de uma “caverna”, numa situação crítica, procure ver a situação desta perspectiva: seus problemas bem podem ser as “asas” de Deus a protegê-lo(a); ele pode estar usando tais circunstâncias para exercitar sua fé, fortalecê-lo(a) ou mesmo para protegê-lo(a) de situações ainda mais aflitivas.

Firme seu coração em Deus e louve.

No mais interior da caverna, com Saul ali à entrada querendo matá-lo, Davi pôde dizer, com ênfase: “Firme está meu coração, ó Deus, o meu coração está firme; cantarei e entoarei louvores” (v.7 e v. 11). Nosso coração tem necessidade de firmar-se em alguma coisa, algo seguro e estável. Em que Davi firmou seu coração? Em si mesmo? Nos homens que o acompanhavam? No fato que Samuel o ungira rei de Israel em lugar de Saul? Não! Se assim fora, seu coração não teria permanecido firme. A julgar pelas circunstâncias, estas coisas estavam por um fio. Assim, o salmista e futuro rei de Israel firmou seu coração nas promessas de Deus. Deus muitas vezes usa coisas e pessoas para proteger-nos e abençoar-nos, mas ele quer que entendamos que é ele quem nos protege e abençoa, afinal. É n’ele e em suas promessas que devemos firmar o nosso coração.

Davi também recorreu à música, ao louvor. “… cantarei e entoarei louvores”. Mais provavelmente não o fez ali, naquele momento, com Saul à entrada da caverna. Mais depois, na manhã seguinte, louvando a Deus por sua proteção. Por isso, o verbo no tempo futuro. “Cantarei!” Ele também disse: “Desperta, ó minha alma! Despertai, lira e harpa! Quero acordar a alva! Render-te-ei graças entre os povos; cantar-te-ei louvores entre as nações”  (Vs 7b-9).

Busque a glória de Deus.

Davi orou pedindo a Deus que o ajudasse, misericordiosamente, e refugiou-se nele; abrigou-se à sombra de suas asas e firmou seu coração na promessas de Deus. Tudo muito pessoal, aparentemente egoísta. Porém, antes de concluir sua oração, ele manifestou o ardente desejo de que toda aquela experiência redundasse em glória para Deus. Duas vezes ele disse: “Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus, e em toda a terra esplenda a tua glória”. (vs. 5,11). Ele colocava a glória de Deus em primeiro lugar.

Assim, irmão e amigo, se Deus permitir uma aflição em sua vida e por todo o tempo em que a permitir, busque a sua glória. Quando ele a remover, dê-lhe toda a glória. Não só por essa oração, mas também por sua atitude para com Saul na caverna e posteriormente. Ele podia ter matado Saul; os homens que estavam com ele na caverna bem que o encorajaram a fazê-lo. Eles disseram a Davi: “Hoje é o dia do qual o Senhor te disse: Eis que te entrego nas mãos o teu inimigo…” Davi, porém, respondeu: “O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele, pois é o ungido do Senhor”  (I Sm 24.4-6).  Davi honrou e glorificou a Deus. 

 

Pr. Éber Lenz César (eberlenzcesar@gmail.com)

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1. Dia de aflição (Sl 57)

 

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