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"Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês." 1 Pedro 3:15

4. Dia de desolação (Salmo 13)

SÉRIE: SALMOS PARA DIAS DIFÍCEIS

IV. Dia de desolação

Salmo 13

Desolação é “extrema tristeza, aflição, consternação”. As causas podem ser a perda de um bem material particularmente valioso, da saúde ou de um familiar querido; pode resultar também de uma grande decepção. Nessas circunstâncias, os que crêem em Deus e no poder da oração costumam abrir seus corações diante de Deus buscando conforto e ajuda. Recebem-nos sempre. Algumas  vezes porém, somente depois de um tempo de prova, de desolação ainda maior. Isto ocorre quando orando, têm a impressão de que Deus não os está ouvindo. Esse é um momento muito difícil, um dia de grande desolação. . Em um dia assim, precisamos crer, desejamos crer, oramos como quem crê, mas, então, alguma coisa diz dentro de nós:  “Não será que tudo isso não passa de uma ilusão?”

O rei Davi também teve seus dias de desolação, em momento muito difíceis de sua vida, ele orou e teve a impressão de que Deus havia se esquecido dele. Veja o que ele escreveu no Salmo 13: “Até quando, Senhor? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando exultarás de mim o teu rosto? Até quando estarei eu relutando dentro de minha alma, com tristeza n o coração cada dia?” (vs. 1-2).

Como foi que Davi enfrentou essa situação? Que foi que ele fez? Se anteciparmos uma olhada na parte final desse salmo veremos que ele conseguiu superar completamente a desolação, principalmente que se referia a Deus. No último versículo ele escreveu: “Cantarei ao Senhor, porquanto me tem feito muito bem”. Alguma coisa deve ter acontecido entre aquelas primeiras e desoladas palavras e estas últimas de reconhecimento, gratidão e louvor. O que quer que tenha sido, certamente é a maneira correta de lidar com a desolação.

Davi considerou o seu passado.

Depois de orar desolado, Davi tomou algum tempo para pensar no seu relacionamento com Deus até então. Ele disse ao Senhor: “No tocante a mim, tenho confiado na tua graça…” (essa é a melhor tradução do v. 5).

Comumente, é melhor esquecer “as coisas que para trás ficam” (Fp 3.13). Entretanto, há coisas que precisam ser lembradas, especialmente no dia de desolação e tristeza. Foi muito bom para Davi considerar as crises passadas, as orações respondidas e as graças recebidas. Foi assim que ele começou a superar o sentimento de desolação.

Caro irmão, se você está desolado por algum motivo e pior se sente porque pensa que Deus se esqueceu de você, que ele não está ouvindo seus clamores, tome tempo para pensar em experiências passadas, em orações atendidas, em todas as maravilhosas intervenções de Deus em sua vida provendo sustento, dando saúde, guardando do mal, solucionando problemas, conhecendo sua graça. Assim você não demorará a dizer como Davi: O Senhor  e tem feito muito bem!”.  Ora, se ele lhe fez muito bem no passado, porque não lhe faria bem agora e sempre?

Davi olhou para o futuro.

Recordando as bênçãos recebidas no passado, Davi pôde antever o futuro com fé e otimismo. Ele escreveu: “… regozije-se o meu coração no teu salvamento.” A perspectiva de um futuro abençoado tem ajudado muito gente a vencer a tristeza e a desolação.  O jovem enfrenta melhor o ENEN, o vestibular e a faculdade quando antevê um bom emprego, o exercício da profissão escolhida, o casamento. O cônjuge traído, ofendido e desolado encontrará forças para perdoar o outro se puder antever mudanças significativas e reconstrução do lar.

Davi cantou enquanto aguardava.

Refletindo sobre o passado, recordando as bênçãos recebidas, Davi pôde antever um futuro igualmente abençoado. Contudo, o presente lhe parecia ainda muito sombrio. Que foi que ele fez, então? Regozijando-se com a salvação por vir, ele se pôs a cantar:  “Cantarei ao Senhor, porquanto me tem feito muito bem” (v.6).

Paulo e Silas fizeram exatamente a mesma coisa na prisão de Filipos. Estavam feridos, acorrentados, vigiados e sob ameaçam de morte. Tinham bons motivos [ara pensar que Deus havia se esquecido deles. . Contudo, “por volta da meia noite… oravam e cantavam louvores a Deus” (Atos 16.25). Davi, Paulo e Silas não se deixaram dominar pelo sentimento de desolação e tristeza. Eles

        1. tomaram tempo para pensar nas coisas maravilhosas que Deus já havia feito em suas vidas no passado.
        2. Olharam co fé e otimismo para  o futuro procurando vislumbrar o livramento de Deus.
        3. Enquanto aguardavam o livramento, eles cantaram louvores a Deus.

Que Deus nos ajude a superar, desse modo, o dia de desolação e tristeza.

Éber Lenz César  –  eberlenzcesar@gmail.com

Veja esta e as outras mensagens desta série adaptadas para o período de pandemia (2020)

 

1. Dia de AFLIÇÃO

2. Dia de ANGÚSTIA 

3. Dia de DESOLAÇÃO

4. Dia de DECEPÇÃO. Sl 40 e 41

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