Pages Navigation Menu

"Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês." 1 Pedro 3:15

3. Saudade (Salmo 42)

 PASTORAIS DA PANDEMIA VI

6. SAUDADE

A pandemia interrompeu nossas reuniões presenciais… Que saudades! Ouvir as ministrações da Palavra, os testemunhos e os louvores olhando para a tela de um computador ou celular é uma bênção, sim, mas não é a mesma coisa… Até porque ficamos sem as celebrações da Santa Ceia, sem os abraços e beijos fraternos, sem o calor humano, e sem lanches com gosto de amor! Oh, Senhor, até quando?3 Saudade

No Salmo 42, o salmista derrete-se de saudades do templo, não pelo templo em si, mas pela presença do Senhor, então associada à chamada “Casa do Senhor”. Ele começa externando o quanto desejava estar lá: “Como a corça anseia pelas correntes de água, assim minha alma anseia por ti, ó Deus. Tenho sede de Deus… Quando poderei estar na presença dele?” Temos sede de Deus? Nossa comunhão com Deus e nossa adoração não estão restritas ao templo ou mesmo a uma reunião presencial, mas como fazem falta…

Parece que o salmista estava exilado bem ao norte da Palestina, impedido de participar das peregrinações religiosas a Jerusalém. Os inimigos ainda escarneciam de sua fé: “As lágrimas têm sido meu alimento, enquanto zombam de mim… dizendo: ‘Onde está o seu Deus?’” (v.3). Entristecia-se também com saudosas lembranças:  “Meu coração se enche de tristeza, pois me lembro de como eu andava com a multidão de adoradores, à frente do cortejo que subia até a casa de Deus, cantando de alegria e dando graças…” (v. 4). Sabemos o que é isso!

Mas o salmista era um homem de fé. Ele não se entregava à tristeza e à nostalgia. Conversava com a própria alma, animando-se com fé e esperança:  “Por que você está tão abatida, ó minha alma? Por que está tão triste? Espera em Deus! Ainda voltarei a louvá-lo, meu Salvador e meu Deus!” (v. 5). E ficava repetindo isso, como um estribilho (42. 11 e 43.5. O Salmo 43 é uma continuação). Dizia também: “Durante o dia o Senhor me derrama seu amor, e à noite entoo seus cânticos e faço orações ao Deus que me dá vida…” (v.8). Se você continuar lendo, vai ver que fé e dúvida, alegria e tristeza se revezavam em sua mente… Mas é assim com a gente, não é?

Éber Lenz César (eberlenzcesar@gmail.com

Veja as outras PASTORAIS DA PANDEMIA

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *