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"Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês." 1 Pedro 3:15

2. Bálsamo na pandemia

PASTORAIS DA PANDEMIA

2. Bálsamo na pandemia

Este tempo difícil que estamos vivendo pode ser comparado à passagem por um vale sombrio, árido, pedregoso. Contudo, há muita coisa boa nesse caminho… Depende muito da maneira como vemos as coisas. Atitude!

Nos tempos antigos, os israelitas faziam peregrinações a Jerusalém para adorar a Deus e celebrar festas religiosas. Era uma alegria. Porém, a jornada era muito difícil em certos trechos, principalmente no chamado Vale de Baca, um vale muito árido a meio caminho. A despeito da aridez do terreno, cresciam ali umas balsameiras, plantas que gotejam bálsamo. “Baca”, em hebraico, significa “choro” ou “lágrima”. Daí estas outras traduções: “Vale de Lágrimas” e “Vale das Lamentações”. Todavia, a alegre expectativa da adoração no Templo de Jerusalém, e das celebrações, animava aqueles peregrinos. Eles cantavam: “Como é agradável o lugar de tua habitação, Senhor… Morro de vontade de entrar nos pátios do Senhor…” (Sl 84.1-5, NVT). Eles nem davam atenção à aridez do terreno, às pedras no caminho… Atentavam mais para as balsameiras, deliciavam-se com o seu perfume. Era bálsamo! Seguiam cantando: “Como são felizes os que de ti recebem forças… Quando passarem pelo Vale do Choro, ele se transformará num lugar de fontes revigorantes, as primeiras chuvas o cobrirão de bênçãos…” (vs. 5-7).

Aquelas peregrinações de Israel são um símbolo da peregrinação dos cristãos neste mundo. A Bíblia diz que nós somos “peregrinos” a caminho de uma Jerusalém celestial (I Pe 2.11; Hb 13.14). Passamos também por vales áridos, de lágrimas; pandemias e outras dificuldades. Gostaríamos que o Salmo 23 mencionasse apenas “pastos verdejantes e águas tranquilas”, mas não; menciona também o “vale da sombra da morte”. Porém, o que disse o salmista? “Não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo”.

Que diferença fazem a companhia divina, o amor ao Senhor, louvar em vez de murmurar; usufruir a companhia dos que peregrinam conosco, compartilhar as boas expectativas, receber as chuvas de bênçãos… Há bálsamo no deserto… na pandemia!

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