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"Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês." 1 Pedro 3:15

Biografia

 

Éber Lenz César em seu home office

Veja depoimentos sobre o meu livro “VIDA DE PASTOR, LEMBRANÇAS DE UMA JORNADA”, escrito posteriormente a estas notas.

O Apóstolo Paulo escreveu aos Gálatas que Deus o escolheu ou chamou para o ministério da Palavra antes mesmo dele nascer, e isto “por sua graça” (Gl 1.15). Eu também entendo que Deus me chamou para o ministério pastoral antes do meu nascimento, unicamente por sua graça, e me usou a despeito das minhas limitações e fraquezas.

Meu avo, Belmiro de Araújo César (1878) foi um dos primeiro frutos dos esforços missionários do Rev. John Rockwell Smith (1846-1918), pioneiro do Presbiterianismo no Nordeste e Norte do Brasil. O jovem Belmiro foi um dos quatro primeiros alunos do  Seminário Presbiteriano do Norte, em Recife, PE,  e um dos três primeiros pastores presbiterianos do Nordeste. Alguns dos seus treze filhos tornaram-se pastores. O mais novo deles foi o Rev. Benjamim Lenz de Araújo César, meu pai. Formado no Seminário Presbiteriano do Sul, em Campinas, SP, casou-se com Elvira de Magalhães, e foi pastorear a Igreja Presbiteriana Central de Campos, RJ (1926). Permaneceu em Campos até a sua morte, em 1979. Pastoreou a mesma igreja 32 anos e, depois, por mais 17 anos, pastoreou uma igreja filha, no bairro Turfe-Clube.  Plantou várias outras igrejas em Campos e cidades próximas.

Os quatro filhos homens de Benjamim, pela graça de Deus, tornaram-se pastores (Elben, Kléos, Clebem e Éber). Eu, o caçula, nascido em 1942, sempre fui muito tímido, e nada indicava que viria a ser pastor. Decidi-me pelo ministério pastoral aos 18 anos. Não houve nenhuma pressão ou indução da parte dos meus pais ou irmãos. Somente o contexto de uma família cristã que amava o Senhor, a igreja, a evangelização. Lembro-me, com saudades, dos cultos domésticos e, também,   dos missionários que meus pais hospedavam com frequência.. Na adolescência, li as biografias dos mais notáveis missionários, tais como John Paton (1824-1907, missionário Escocês nas Novas Hebridas), Hudson Taylor (1832-1905, missionário inglês na China), David Livingstone (1813-1833, missionário e explorador escocês na África). Aos 18 anos, li PAIXÃO PELAS ALMAS, de Oswald Smith (o “Dr. Missões”, pastor da Igreja do Povo, em Toronto, Canadá). Li também uma biografia de Billy Grahan. Deus usou estes livros para fazer-me cônscio e convicto de seu chamado.

Ordenação de Éber e Clebem Lenz César

Ordenação de Éber e Clebem

Em janeiro de 1961, o Presbitério de Campos aceitou-me como Candidato ao Ministério e enviou-me para o Seminário do Centenário, em Alto Jequitibá, MG. Formei-me em dezembro de 1965. Em 23 de janeiro de 1966, o Presbitério licenciou-me, ordenou-me e deu-me carta de transferência para o Presbitério de Juiz de Fora, MG, posto que eu tinha um convite para pastorear a Igreja Presbiteriana de Viçosa, MG, daquele Presbitério.

 

 

Primeiro templo da Igreja Presbiteriana de Viçosa

Primeiro templo da Igreja Presbiteriana de Viçosa

 

Esta igreja tinha sido plantada 6 anos antes por meu irmão Elben. Eu substitui meu irmão quando uando ele partiu para um trabalho missionário em Porto Alegre, RS. Em Viçosa, além do pastorado da então única igreja evangélica da cidade, iniciamos pontos de pregação ou congregações em dois bairros, construindo um templo no bairro da Conceição  e uma cobertura de sapê, no bairro do Cantinho do Céu (hoje uma igreja organizada, com um belo templo).

Fui para Viçosa ainda solteiro, e morei sozinho na casa pastoral durante o primeiro ano de pastorado. Vez por outra, fugia para Alto Jequitibá, MG, para visitar a noiva, Márcia Sathler, filha do Rev. Adelino Sathler. Casamo-nos em 4 de fevereiro de 1967. Ela, desinibida e talentosa, somou grande ajuda ao meu ministério, ensinando as crianças na Escola Bíblica Dominical, tocando harmônio, piano, acordeão ou violão, formando e regendo corais e/ou grupos musicais jovens. E tem sido assim por 50 anos. Nossa primeira filha, Cláudia, nasceu em Viçosa, em novembro de 1968, trazendo-nos grande alegria.

Templo da Igreja Presbiteriana de Carangola

Templo da Igreja Presbiteriana de Carangola

Inexperiente, cometi erros de cunho administrativo na Igreja de Viçosa; criou-se um clima desagradável e achei melhor deixar aquele pastorado. Graciosamente e de modo surpreendente, Deus conduziu-me ao pastorado da Igreja Presbiteriana de Carangola, na época, Presbitério Leste de Minas (1970). Foi um pastorado muito abençoado e querido, que durou 5 anos.  Márcia, minha esposa, formou um conjunto de 10 moças, que chamamos de Cristo Real. Este conjunto nos ajudou muito nos louvores da igreja e em trabalhos evangelísticos em escolas, bairros e em cidades próximas. A igreja cresceu bastante, graças a Deus.

Nosso filho Clinton nasceu em Carangola, em fevereiro de 1974, somando mais alegria à nossa crescente família.

Ao final de 5 anos em Carangola, terminado o meu mandato como Pastor Efetivo, aceitei um convite da Igreja Reformada Holandesa, na África do Sul, para um trabalho missionário com imigrantes portugueses e refugiados das guerras de independência de Moçambique e Angola (1975-1976).

Templo da Igreja Reformada Portuguesa

Templo da Igreja Reformada Portuguesa

Durante o vôo para aquele país, formulei mentalmente um breve discurso de chegada. No aeroporto de Johannesburg, esperando-nos, havia umas 80 pessoas, pastores e irmãos das Igrejas Reformadas Portuguesas já existentes em Johannesburg e em Pretória. Mas eu não disse nada do que havia preparado. Somente isto:

“Seja o que for que cheguemos a realizar neste pais, será unicamente pela graça de Deus.” E citei as palavras do apostolo Paulo: “É por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus, não que, por nós mesmos, sejamos capazes… pelo contrario, a nossa suficiência vem de Deus…” (II Co 3.4-5).

Passamos um mês em Pretoria, adaptando-nos ao novo contexto, e, então, fomos para Nelspruit, a 340km para lá de Pretória e a 100km da 
fronteira com Moçambique. Na cidade, como em todo o país, havia grandes Igrejas Reformadas, de língua afrikaans (falada pelos brancos, colonizadores, descendentes de holandeses); os nativos negros tinham suas próprias cidades, separadas pela política do apartheid (1948-1994). Nossa missão era começar e pastorear uma igreja de língua portuguesa (de brancos, por força do apartheid). Começamos procurando nomes portugueses no catálogo telefônico… Não tínhamos permissão para convidar e evangelizar negros, nem mesmo os que, oriundos de Moçambique ou Angola, falavam português. Em menos de dois meses, realizamos o nosso primeiro culto, num pequeno templo da Igreja Reformada, não mais utilizado pela mesma. No final do ano, com a bênção de Deus, tínhamos, frequentando a igreja, cerca de 80 portugueses imigrantes de Portugal e alguns refugiados portugueses oriundos de Moçambique. As primeiras profissões de fé e batismos ocorreram ainda naquele primeiro ano.

Primeiras Profissões de Fé e Batismos

Primeiras Profissões de Fé e Batismos

Soubemos que em cidades próximas como Sabie, Lydenburg e Barberton, havia umas poucas famílias portuguesas. Fomos visitá- las várias vezes, iniciando uma pequena congregação em cada lugar. Na situação de imigrantes ou refugiados em país estrangeiro, eles ficavam encantados com a visita do pastor e da “pastora” (como carinhosamente chamavam minha esposa), falando em sua língua e lhes ensinando a Bíblia, que nunca tinham lido. Muitos se converteram.

Em 1976, agravou-se a guerra de independência de Angola. Cerca de 300.000 portugueses angolanos fugiram para a Namíbia e para a África do Sul. O colega missionário, Rev. Mário Manoel Alves, residindo em Pretória, foi destacado para dar assistência aos refugiados na Namíbia; e eu, por alguns meses, viajei quase todo fim de semana, de Nelspruit até os Campos de Refugiados nas imediações de Johannesburg (quase 500km), para dar assistência aos milhares de refugiados que ali estavam acomodados em barracas de campanha. Deus permitiu que estivessem em situação de grande sofrimento, mais receptivos à mensagem de salvação e conforto do evangelho. Ouviam a palavra e recebiam literatura cristã com grande interesse. Muitos se converteram, mas o numero real só Deus conhece. Alguns poucos ficaram na África do Sul; a maioria foi enviada para Portugal.

Campo de Refugiados da Guerra de Angola

Campo de Refugiados da Guerra de Angola

Ao final do segundo ano, nossa pequena igreja em Nelspruit se esvaziou quase completamente, não por perda de interesse dos seus congregados, mas porque a maioria deles conseguiu melhores empregos em cidades maiores como Pretoria e Johannesburg, e se mudaram para lá; outros foram para Portugal. Como nosso trabalho era direcionado aos portugueses e já havíamos evangelizado a todos os que aceitaram nossa visita ou convite, propusemos ao Presbitério de Pretória que nos enviasse para Durbam, sudeste do país, na costa do Índico, onde havia cerca de 600 famílias portuguesas. Dispusemo-nos também a ir para Portugal. Mas as portas não se abriram. Depois de um dia em jejum e oração, num horto, resolvemos voltar ao Brasil.

Templo da Igreja Presbiteriana das Graças

Templo da Igreja Presbiteriana das Graças

Dois ou três dias antes de embarcarmos de volta para o Brasil, um presbítero da novel Igreja Presbiteriana das Graças, em Recife, PE, nos telefonou convidando-nos, em nome do Conselho da Igreja, para passarmos uns dias em Recife a fim de conhecermos aquela igreja e, quem sabe, pastoreá-la. Foi amor à primeira vista. Assumi aquele pastorado em janeiro de 1977. A igreja tinha tinha 3 anos antes de organização e estava com 110 membros. Reunia-se numa casa adaptada. Pastoreei esta igreja em dois períodos: de 01/1977 a 12/1982 e de 06/1986 a 12/1993 (total de 13 anos e meio).  Ao final do primeiro pastorado, ganhamos um terreno para a sonhada construção do templo. A construção do grande e belo templo iniciou-se no período em que estive ausente e foi concluída durante o meu segundo pastorado.

Nave da Igreja Presbiteriana das Graças

Nave da Igreja Presbiteriana das Graças

Nosso filho caçula, Benjamim, nasceu em Recife, PE, em junho de 1982, 8 anos após o nascimento do segundo, Clinton. Nós lhe demos este nome em homenagem ao meu pai, Rev. Benjamim Lenz César, falecido em 1979. Foi, como os filhos anteriores, um grande presente de Deus, que nos trouxe e tem trazido grande alegria.

Templo da Igreja Presbiteriana de Alto Jequitibá

Templo da Igreja Presbiteriana de Alto Jequitibá

Ao deixar o primeiro pastorado da I.P. das Graças, em Recife, eu e minha esposa tínhamos a intenção e o sonho de voltar a trabalhar com os portugueses, mas, desta vez, em Portugal, para onde a maioria dos refugiados angolanos na África do Sul tinha sido enviada. Mas as portas não se abriram. Ficamos um ano (1983) pastoreando a Igreja Presbiteriana de Alto Jequitibá, MG, onde minha esposa cresceu, onde fiz metade do meu curso de Bacharel em Teologia e onde nos casamos. Foi uma experiência diferente, à frente de uma igreja grande numa cidade pequena.  Eu dava assistência também à 4 congregações rurais.

Templo da Igreja Presbiteriana Central de Uberlandia

Templo da Igreja Presbiteriana Central de Uberlandia

Como as portas para Portugal permaneciam fechadas, aceitei um convite para pastorear a Igreja Presbiteriana Central de Uberlândia, no Triangulo Mineiro (01/1984). Deus graciosamente abençoou o trabalho e ao final do primeiro ano, tínhamos recebido cerca de 125 novos membros. Anos antes de minha chegada, cerca de 10 rapazes da igreja formaram um grupo musical, com vocação evangelística,  e o chamaram de Sal da Terra. Todavia, por razão de seu formato mais contemporâneo e jovem (uso de bateria e de palmas, por exemplo), não tiveram permissão para se apresentar em sua própria igreja, até então, bastante formal. Eles alugavam um teatro, cantavam e pregavam. Os convertidos,  levavam para a igreja, a mesma que não lhes dava espaço. Fui ouvi-los e, depois, dei-lhes oportunidades em nossos cultos. Por isso e por cultos menos formais, sofri forte oposição de alguns presbíteros e do Presbitério. Temiam, talvez, que eu conduzisse a igreja por caminhos nada Presbiterianos (?). Ao fim de dois anos e meio de pastorado, em face do clima adverso (não da igreja), resolvi deixar aquele pastorado. Curiosamente, senão providencialmente, a Igreja Presbiteriana das Graças, em Recife, a essa altura, estava meio dividida, por influência de membros de origem néo-pentecostal.  O Conselho da Igreja, então,   me chamou de volta. Como dito acima, tive a alegria de pastoreá-la segunda vez, por mais 7 anos e meio (de junho de 1986 a dezembro de 1993). Foi um tempo muito abençoado e de crescimento, ao fim do qual a querida igreja contava com 840 membros. Hoje (2017), essa igreja tem cerca de 1.600 membros e participa do sustento de muitos missionários.[/tab]

Ao final de mais um mandato à frente da I.P. das Graças (1993), eu estava em contato com o Rev. Ton Hudson, missionário norte-americano em Portugal, batendo outra vez nesta porta. Ele sugeriu que fôssemos a Portugal conhecer o campo. O Conselho da IP das Graças nos deu as passagens (para mim e para minha esposa). Todavia, Deus claramente nos dirigiu noutra direção.

A Igreja Presbiteriana do Rio (Catedral) estava com um projeto de plantação de nova igreja nos bairros do Flamengo e Laranjeiras, no Rio de Janeiro. O Rev. Guilhermino Cunha, Pastor Titular da Igreja foi buscar parceria na Spanish River Presbyterian Church, em Boca Raton, Floria, USA. Soube-se por lá que eu estava deixando o pastorado da IP das Graças, e contatando o Rev. Ton Hudson. Eu não sabia, mas o Rev. Hudson era missionário da Spanish River Presbyterian Church. O pastor desta igreja, Rev. David Nicholas, disse ao Rev. Guilhermino que sua igreja já sustentava três missionários em Portugal e não mandaria um quarto. Mas participariam, sim, do projeto de plantação de uma nova igreja no Rio. Assim sendo, o Rev. Guilhermino, em nome do Conselho da Igreja P. do Rio, convidou- me para realizar o referido projeto. Foi sofrido deixar a querida I.P. das Graças, contra o desejo da mesma, mas, cônico da direção de Deus e em acordo com a família, aceitei o desafio de plantar uma nova igreja no Rio de Janeiro. Mudamo-nos para esta cidade no início de 1994. Fui recebido como membro do Presbitério do Rio e designado Pastor Auxiliar do Rev. Guilhermino, para plantar a nova igreja em um prazo de três anos. Tanto quanto sei, era o primeiro projeto desta natureza, na Igreja Presbiteriana do Brasil.

Começamos num hotel, no bairro de Laranjeiras, mas logo nos estabelecemos no auditório do IBMR – Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação, fundado e dirigido pelo Presbítero Dr. Hermínio da Silveira, que gentilmente nos cedeu o espaço. No ano seguinte, a I.P. do Rio e a igreja nascente compraram uma casa sede para a que já estávamos chamando Igreja Presbiteriana Luz do Mundo. Sem ajuda da I.P. do Rio ou dos americanos, mas com uma ajuda significativa do INPAR (Instituto Presbiteriano Álvaro Reis) fizemos grandes obras na casa, adaptando-a para a igreja. Foi um verdadeiro milagre. Outras obras secundárias seriam feitas nos próximos dez anos.

Templo da Igreja Presbiteriana Luz do Mundo

Templo da Igreja Presbiteriana Luz do Mundo

Faltando dois dias para terminar o prazo previsto no projeto, a novel igreja foi organizada pelo Presbitério do Rio, com 66 membros comungantes, e eu fui eleito seu primeiro pastor. Permaneci à frente da mesma por mais 14 anos (total de 17 anos). Com a bênção de Deus, a igreja cresceu, marcou presença, empreendeu vários serviços sociais. Tivemos altos e baixos, muitas bênçãos e também dificuldades. Talvez o 
maior desafio tenha sido administrar, com humildade e sabedoria, a presença de proeminentes políticos  que se converteram e se tornaram membros da igreja. Em razão disto, tivemos muitas oportunidades de pregar e orar em eventos públicos, às vezes para grandes auditórios. Ouviram a Palavra! Por outro lado, a igreja encheu-se de membros de outras igrejas e de não evangélicos desejosos de estar junto (dos políticos), tirar vantagem, aparecer em fotos… Quando os políticos se foram, a igreja esvaziou- se em parte, permanecendo quase que somente os que lá já estavam antes, um grupo fiel, e uns poucos mais que não vieram com tais interesses. Foi muito frustrante!

Nesse Período, um amigo pediu-me para entregar ao Governador (membro da igreja) uma uma correspondência em que um certo empresário pleiteava uma causa justa.  Levou tempo, mas o empresário ganhou a causa. Quis recompensar-me com uma oferta expressiva. Como eu não a aceitei, ele a depositou na conta da igreja.  Algum tempo mais tarde, o Conselho da Igreja destinou este recurso extra à plantação de uma nova  igreja na cidade. O Pr. Clinton Lenz César, meu filho, que, por um período tinha sido meu Pastor Auxiliar na Igreja P. Luz do Mundo, assumiu o projeto. A área escolhida foi o entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas (Copacabana, Ipanema, Leblon). Estabelecemos uma parceria com a Igreja Presbiteriana do Rio, com a Comunidade Presbiteriana Chácara Primavera, em Campisnas, SP, e com a Fundação Grão de Mostarda. Passados 5 anos, a novel igreja, chamada Igreja Presbiteriana Libertas, em Copacabana, foi organizada  pelo Presbitério do Rio de Janeiro.  Hoje (2017), em sede alugada, a própsera igreja tem uma frequência de 90 a 110 pessoas.

Em março de 1910, na reunião ordinária do Presbitério do Rio, eu participava de uma reunião da Comissão de Distribuição de Campo quando se cogitou da designação de um Pastor Evangelista para a Igreja Presbiteriana do Bairro Imperial de São Cristóvão, numa rua bem próxima à Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Era uma pequena igreja, com muitos problemas. Creio que Deus colocou em meu coração a disposição para pastoreá-la. Fiquei pensando e orando e, no dia seguinte, ofereci-me. Eu tinha mais um ano de mandato a cumprir como Pastor Efetivo da Igreja  P. Luz do Mundo, e passei a pastorear as duas igrejas (3/2010 a 3/2011). Em 2011, o Conselho da I.P. Luz do Mundo convidou-me para participar da eleição de pastor para mais um mandato, mas agradeci e não aceitei. Já estava lá há 17 anos. Então, o Presbitério designou-me para mais um ano à frente da Igrejas P. de São Cristóvão, e assim o fez também em suas reuniões ordinárias de 2012 e 2013.  Um dos grandes desafios  deste pastorado tem sido concluir a construção do templo, iniciada em 2005, embargada em 2007, por várias razões, e interrompida até a presente data. O espaço utilizado para os cultos e Escola Dominical, no térreo, é pequeno; a aparência do templo não ajuda…   Já temos um projeto para as correções necessárias no templo e sua conclusão (foto ao lado), mas há pendências legais e falta de recursos. O mais importante é que a igreja está unida, crescendo no conhecimento da Palavra e acreditando num futuro mais promissor.

Nos anos anteriores, escrevi os livros PASSANDO PELO VALE ÁRIDO, CONFORTO E ENCORAJAMENTO PARA OS QUE SOFREM (2000), HGB – HISTÓRIA E GEOGRAFIA BÍBLICA (2002), e VIDA DE PASTOR, LEMBRANÇAS DE UMA JORNADA (2014). Aos 72 anos, em fevereiro de 2014, fui jubilado pelo Presbitério do Rio de Janeiro.  Sem a responsabilidade de pastorado à frente de uma igreja, dediquei-me a um estudo mais aprofundado dos quatro evangelhos e da vida de Jesus. Com a bênção de Deus, escrevi a trilogia NINGUÉM COMO JESUS: (1) NINGUÉM NASCEU COMO JESUS, (2) NINGUÉM VIVEU COMO JESUS e (3) NINGUÉM MORREU COMO JESUS. Os dois primeiros já publicados; o terceiro quase pronto.

Em junho do ano passado (2016) o Presbitério do Rio designou-me pastor evangelista interino da Igreja Presbiteriana de São Cristóvão, no Rio (outra vez), e este ano (2017) Pastor Efetivo da Igreja Presbiteriana Libertas, em substituição ao meu filho Clinton, que foi para o Canadá.

Eu e Márcia, minha esposa, somos profundamente gratos a Deus por nosso três filhos, genro, nora e netas (4) . São todos crentes fieis, frequentes e ativos nas respectivas igrejas. A filha, Cláudia (hoje em Recife, PE), nos ajudou por muitos anos no louvor e no ministério com crianças.   Os dois filhos 
homens foram chamados para o ministério pastoral (quarta geração). Clinton, como referido acima, plantou e pastoreou por dez anos a Igreja Presbiteriana Libertas, em Copacabana, Rio de Janeiro. Presentemente está com a família no Canadá, estudando e colaborando numa igreja. Benjamim é design e é pastor a serviço da Visão Mundial, no Rio de Janeiro e em Brasília.  É uma grande graça de Deus! Não posso deixar de mencionar as 4 netas, muito lindas, que o Senhor do deu. Ua alegrias à parte!

Em todo o nosso ministério, já de 51 anos, nossa ênfase tem sido essencialmente bíblica e cristocêntrica, conclamando o povo de Deus a viver realmente os ensinos do Senhor Jesus Cristo e da Bíblia de modo geral. Oramos sempre por um avivamento bíblico e duradouro. Nos primeiros anos, fomos fortalecidos e treinados em muitos aspectos nos Seminários do SEPAL (Serviço de Evangelização Para a América Latina) e do Instituto Haggai. Tivemos o privilégio de participar do CLADE II, em Quito, no Equador. Em 1994, antes de assumir o projeto de plantação da Igreja Presbiteriana Luz do Mundo, as igrejas da parceria exigiram, ou melhor dizendo, nos proporcionaram a mim e a minha esposa o privilégio de um treinamento e teste num Assessment Center (Centro de Avaliação), em Atlanta, Geórgia, USA. A Spanish River Church, de Boca Raton, FL, exige tal treinamento dos pastores que apóia.

Durante os anos que passamos em Recife, PE, tive o privilégio de ensinar  HGB – História e Geografia Bíblia no Seminário Presbiteriano do Norte. Razão porque, como dito acima,  escrevi e publiquei um livro com este mesmo título. Veja na primeira página deste meu blog,  anúncio dos meus livros, algo sobre seu conteúdo e depoimentos de leitores (eberlencesar.blog.br).

“Até aqui nos ajudou o Senhor”.