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"Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês." 1 Pedro 3:15

As Sete Palavras de Cristo na Cruz (II)

II. “Hoje estarás comigo no paraíso!”

Jesus foi crucificado com dois malfeitores, “um à sua direita, e outro à sua esquerda” (Mc l5.27). A cruz de Cristo foi posta no meio porque a intenção de Pilatos era expor Jesus à zombaria do povo (Jo 19.19). De fato,

“Os que iam passando, blasfemavam… dizendo: … Salva-te… descendo da  cruz… Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar-se; desça agora da cruz o Cristo, o rei de Israel, para que vejamos e creiamos. Também os que com ele foram crucificados o insultavam.” (Mr 15.31-32).

1. A conversão de um malfeitor.

Então, alguma coisa aconteceu. Um dos malfeitores parou de insultar a Jesus, censurou o outro, confessou seus próprios pecados, reconheceu a inocência de Jesus, confiou nele e pediu-lhe que o salvasse (Lc 23.39-42). Seu pedido, “Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino”, mostrou convicção de que:

  • Há vida após a morte
  • Jesus é Rei
  • Jesus pode salvar

Que conversão extraordinária! Na última hora da vida! Completa! Verdadeira!

2. O testemunho de Jesus.

Quais podem ter sido as causas desta conversão? Bem pode ser que aquele malfeitor tivesse ouvido Jesus pregar, sem, contudo, converter-se. Momentos atrás, tinha ouvido Jesus dizer: “Pai, perdoa-lhes…”. Tudo isto pode ter contribuído para sua conversão. Entretanto, acreditamos que foi o testemunho de Jesus que, por fim, quebrou aquele coração empedernido. Até então, Jesus não lhe tinha dito uma palavra. Porém, exemplos falam mais alto do que palavras. Emerson costumava dizer: “O que você é fala tão alto que eu não posso ouvir o que você diz.” Se quisermos vencer a resistência das pessoas ao Evangelho, precisamos viver o Evangelho!

3. A promessa de Jesus.

Essa palavra de Jesus ao malfeitor convertido, foi uma promessa: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43). Sabemos muito pouco sobre a vida além da morte. Esta é a nossa “curiosidade mais intensa e reverente” (C. Kingsley).

A segunda palavra de Cristo na cruz ensina-nos pelos menos três coisas a respeito:

a) A alma sobrevive além da morte e permanece consciente. Os céticos dizem que após a morte não há nada; os Adventistas do Sétimo Dia ensinam que a alma dorme com o corpo, na sepultura, até à ressurreição. Nem uma coisa nem outra. Jesus disse ao malfeitor: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”.

b) Os espíritos dos justos vão para o paraíso. Os judeus especulavam sobre a glória e a felicidade do homem no Éden, antes da entrada do pecado no mundo; projetavam o passado no futuro e esperavam um tempo comparável àquele do Éden. Este “Éden escatológico” recebeu um nome persa ou iraniano: “Paraíso”, um jardim muito lindo e repousante. Os judeus acreditavam também que o “paraíso” (não necessariamente um jardim) já existe, de forma oculta, e que as almas dos justos são levadas para lá, no momento de sua morte (II Co 12.4; Ap 2.7). Foi isso mesmo que Jesus prometeu ao malfeitor convertido. (Ver Lc 16.22,25).

c) Os espíritos dos justos vão estar com Cristo. Um  “paraíso” e  céu com portas de pérola, ruas de ouro, rio de água da vida e árvore da vida são metáforas, belas metáforas (Ap 21.21; 22.1-2), Não são, porém, tão confortantes e alegres como a certeza de que, então, estaremos com Cristo. A promessa de Jesus ao ladrão convertido foi: “… estarás comigo no paraíso” . Por isso o apóstolo Paulo disse aquelas conhecidas e maravilhosas palavras: “Para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro… tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor” (Fl 1.21,23. Ver II Co 5.8).

Após esse tempo com Cristo, num estado espiritual e intermediário, ou seja, quando Jesus voltar à terra, os mortos em Cristo ressuscitarão,  receberão novos corpos, tais como o de Cristo, que ressuscitou três dias após a sua morte. Estes crentes ressuscitados, e todos os crentes que estiverem vivos na ocasião, serão “arrebatados”, isto é‚ irão ao encontro do Senhor nos ares. “E estaremos para sempre com o Senhor” (I Ts 4.13-18). A condição única exigida é que o pecador se arrependa sinceramente dos seus pecados e creia em Cristo. Foi tudo o que o ladrão fez.

Você já se arrependeu dos seus pecados, sinceramente? Já creu em Cristo e no seu sacrifício expiatório na cruz? Tem convicção de que estará com ele no “paraíso”? Maravilha da graça!

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As sete palavras de Cristo na Cruz

1. “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.”
3. “Mulher, eis aí teu filho…”
4. “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”
5. “Tenho sede!”
6. “Está consumado!”
7. “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”

Pr. Éber Lenz César (eberlenzcesar@gmail.com)

 

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